Durante o Congresso Nacional de Trânsito e Mobilidade, realizado pela AND em Gramado (RS), um dado sobre o Maranhão se destacou: o alto número de infrações não validadas por falhas na identificação das placas de veículos.

No evento, Leonardo Fellipe Domingos da Silva, representante do DNIT, apresentou dados do Programa Nacional de Controle de Velocidade, que registrou mais de 9 milhões de possíveis infrações em rodovias federais no último ano. Desse total, cerca de 5 milhões (56%) foram invalidadas ainda na pré-autuação, principalmente por placa ilegível ou obstruída, veículo sem placa e situações previstas pelo CTB. Em estados como Maranhão, Pernambuco e Pará, os descartes por ausência ou ilegibilidade de placas ultrapassaram 40%, chegando a mais de 70% em alguns trechos.
Leonardo destacou que a falta de identificação prejudica a segurança viária ao impedir autuações, reforçando que os descartes seguem rigor técnico e legal. O DNIT também apontou aumento nos casos suspeitos de clonagem de placas, com mais de 175 pedidos de cancelamento de multas em 2024, todos analisados individualmente.
O congresso também discutiu avanços tecnológicos na fiscalização, como melhorias em OCR, câmeras, uso de inteligência artificial e integração de bases de dados, reforçando a importância da modernização para aumentar a confiabilidade dos registros e fortalecer a segurança no trânsito.