Três deputados do PL, sendo dois do Maranhão, foram interrogados nesta quinta-feira (28) pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e o suplente Bosco Costa (PL-SE) são acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de terem recebido R$ 1,6 milhão para destinar R$ 6,6 milhões ao município de São José de Ribamar. O valor corresponde a 25% do total direcionado em emendas parlamentares.
De acordo com as investigações da Polícia Federal, um documento encontrado na casa de um dos investigados listava os nomes dos supostos beneficiários e a porcentagem que cada um receberia. No esquema, Pacovan — apontado como agiota e ligado a Josimar Maranhãozinho — seria o responsável por cobrar a propina do então prefeito, Eudes Sampaio Nunes.
Na audiência, Josimar Maranhãozinho, apontado como líder do esquema, permaneceu em silêncio, seguindo orientação da defesa, que alegou não ter tido acesso a todas as provas apresentadas pela PGR. Já Pastor Gil e Bosco Costa negaram envolvimento, afirmaram desconhecer os documentos e classificaram as acusações como falsas e infundadas.
O relator do caso, ministro Cristiano Zanin, rejeitou os pedidos de adiamento dos interrogatórios feitos pelas defesas, ressaltando que a inclusão de novos elementos probatórios não impediria a realização das oitivas.
