O grande vilão deste cenário é o fenómeno El Niño, que se consolidou fortemente no final de 2026 e promete estender os seus efeitos.

Os institutos de meteorologia já deram o aviso: a quadra chuvosa de 2027 no Nordeste deve vir com pouca chuva e, principalmente, muito mal distribuída.
O responsável é o El Niño, que ficou forte no fim de 2026 e deve seguir influenciando o clima durante todo o primeiro semestre do ano que vem.Com o aquecimento das águas do Pacífico, o fenômeno barra as frentes de umidade e atrapalha a ZCIT, principal sistema que traz chuva para o norte da região entre fevereiro e maio.
O maior problema pode ser a forma como a chuva vai cair. Uma cidade pode receber temporais rápidos enquanto a vizinha passa semanas seguidas sem uma gota, os famosos veranicos. Isso preocupa o produtor rural e a gestão da água.
Com menos nuvens, o calor também deve ficar acima da média no interior, aumentando a evaporação de açudes e reservatórios e pressionando o abastecimento e a irrigação.Mas ainda dá para ter esperança.
Se o Atlântico Sul esquentar mais que o Atlântico Norte nos primeiros meses de 2027, forma-se um corredor de umidade que pode reduzir ou até cancelar o efeito do El Niño.
Os primeiros prognósticos oficiais dos órgãos estaduais de monitoramento devem sair a partir de janeiro.